"Minha estrada é incomum
E não te leva a lugar nenhum,
Mas vale a pena acreditar,
Porque lá no fim estarei..."
Olhando pra tudo que é meu, dentro desta casinha, muitas lembranças passam seus flashes pra mim. Meus CDs na estante, cada um com sua história, meus livros, meus pertences todos. Tudo tem uma história, eternizada por um momento bom, ou maculada por um instante de contradição. Se hoje piso este ou aquele chão é porque sou feito de todos esses momentos bons e maus que marcaram meu rosto, meu passado e meu presente, com todos esses objetos.
Olhando pra mim no espelho, sinto que mereço mais um ritual. Nada tão místico quanto a palavra. Mas somente um rito de passagem, para que eu exorcize em mim a pessoa inconveniente que me torno quando amo. Sim, ignorante é aquele que pode dizer que o amor é algo bom. Em todas as poucas vezes que eu encontrei o amor no meu caminho, ele puxou o meu tapete... E cada uma delas me rendeu litros de lágrimas...
Mas será mesmo que infelicidade no amar, sorte no jogar???
Queria então encontrar logo de uma vez o meu jogo e situar-me nele, ganhar muitas partidas e esquecer o amor. Sim, sou capaz de esquecer... Porque já está mais do que comprovado por experiências frustradas que a medida da minha intensidade inicial é a mesma medida da minha frieza no final...
Meu coração é como um sol em órbita. Está sempre aqui, se oferecendo pra aquecer a quem eu eleja aquecido. Mas não faça isso comigo. Não tire ele do curso que ele tem, não brinque com o que é sincero dentro do meu peito, porque uma hora este sol se desarmoniza e sai de órbita...
E ele pode lhe queimar... Ou partir para bem longe, levando consigo todo o calor que uma vez ofereceu...


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